Eu, guiando nosso sussurro
minha cama é teu casulo.
Os olhos lamberam os seus, ao longe
Palavras banais, assim
segredos debaixo da língua
O beijo, enfim
a orelha mais gostosa do mundo
Subir escadas infinitas,
errar o buraco da fechadura
engolir o afã à ceco
e despir-te devagar
Estourar os cômodos com ecos
Fazer inveja no vizinho chato
(aquele que fecha as janelas muito cedo)
Percorrer um mar de saliva
com a língua no seu corpo enigma
Enrola aqui, nas pernas
o amor-desespero
a convulsão ansiosa
Lambendo meus pêlos
pega, todo mãos
faz-me nascer
voar, borboleta-prodígio
Acordar um pouco mais cedo
Satisfazer o desejo enquanto o sol se atrasa
Ver no espelho o reflexo em brasa
somos agora o filme faísca do dia nascente
Enroscar minha cintura,
emaranhar o nariz nos meus cabelos
Adormecer
porque "a alma sobe feliz até o olho".
Em "porno[GRAFIA]" há o intuito de despertar a sensibilidade. Ao deliciar-se com seu conteúdo, espero que o desejo aflore e a libido brinque com a imaginação, tornando mais leve a vida e intensas as emoções. Aos leitores, aconselho despir deliciosamente meus textos, explorar as possibilidades ocultas em cada entrelinha, abocanhar os significados submersos na simbologia dos sentidos. Por fim, espero que obtenham prazer semelhante ao que experimentei enquanto escrevia essas linhas. Enjoy!
terça-feira, 25 de junho de 2013
sábado, 26 de novembro de 2011
Elogio à ausência
Seu corpo audaz
Satisfaz
Transluz
Transluz
A graça de uma menina
Que traz nos lábios
Que traz nos lábios
Todos em flor
A sina que me guia
Altiva
Altiva
O abraço em chamas
A flama
Lambe, lambuza
Lambe, lambuza
Chamusca
O peito
E o coração aberto
O peito
E o coração aberto
O deserto
Então
Faz-se mar,
Correnteza
Eu, naufraga
Errante
Rabisco os erros
Apago
As marcas
E submerjo
Então
Faz-se mar,
Correnteza
Eu, naufraga
Errante
Rabisco os erros
Apago
As marcas
E submerjo
Na ânsia
Todo desejo
Engole
Engole
O desacerto
A falha fenece
Cinjo nos meus
Os seus
Braços
Ausentes
Ateiam fogo
Ausentes
Ateiam fogo
A memória
Sucumbe
Sorrateira
A solidão
Morre
Num orgasmo eterno
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Derretendo-nos
Apertando o quadril
Prescutando o corpo
Sentimos arrepios
Nas torrentes do gozo
Cobrindo o ventre
Vertendo à saliva
Enxuga o sexo
Com a ponta da língua
O mais puro deleite
Pingando proezas
Breve querência
Tremores da ânsia
No lascivo emaranhado
Membros
Apertados
Fulgurante arquejar
Sou sua nascente
Sua fêmea
Jorrando delicias
Derretendo às caricias
Dou-me toda
Às mãos famintas
Ao cego tato
Pupilas cerradas
Cortinas fechadas
Teatro de feras
Fere o pudor
Voluptuoso espetáculo
Clamores e ardor
Do beijo à boca
Do corpo morno
Ao quente e doce
Gosto de desejo
Denso como
A escuridão circundante
Transparece somente
Traços do corpo
Que me agarra
Na cintura
Cinge-me as entranhas
Inunda
Enterra em mim
O mais sublime esquecimento
Imagem do filme "Jornada da alma"
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Sua pele, o pêlo. Meu apelo.
No ato
No tato
Contato
Imediato
No tato
Contato
Imediato
De fato
No pêlo
Feito gato
No apelo
Esfregando
Manhoso
A pele
Sedosa
Na minha
Sedenta
No pêlo
Feito gato
No apelo
Esfregando
Manhoso
A pele
Sedosa
Na minha
Sedenta
Concedo
Concebo
Concordo
Conforto
Concebo
Concordo
Conforto
Contigo
Não falo
No falo
Não falo
De amor
Não namoro
Não caso
Somente ao acaso
Os amantes
Se beijam
No ocaso
O púrpuro solar mancha os lençóis
E os amantes se deitam
O sangue seco
Desvirtua o tecido alvo
Testemunha incorpóreo
Os deleites passados
Somente o sêmen infecundo
Sente-se aliviado
Ao abandonar os prazeres
No ápice do ato
No falo
Não falo de amor
Digo antes que sou
Am-oral
Deixo jorrar
Boca afora
Delícias plenas
Palavras tesas
Poesias grávidas
Não falo
De amor
Não namoro
Não caso
Somente ao acaso
Os amantes
Se beijam
No ocaso
O púrpuro solar mancha os lençóis
E os amantes se deitam
O sangue seco
Desvirtua o tecido alvo
Testemunha incorpóreo
Os deleites passados
Somente o sêmen infecundo
Sente-se aliviado
Ao abandonar os prazeres
No ápice do ato
No falo
Não falo de amor
Digo antes que sou
Am-oral
Deixo jorrar
Boca afora
Delícias plenas
Palavras tesas
Poesias grávidas
O corpo entende
Fetiche
Fantasia
Alegoria da mente
Fantasia
Alegoria da mente
Desejo
Delícia
Delícia
Só o corpo entende
Da pele
À pelve
A língua se arrisca
À pelve
A língua se arrisca
No suor
E saliva
Do corpo que pinga
Derrete
Desmancha
Entrega-se inteiro
Sucumbe
Suplica
Seu toque, seu cheiro
Treme
Fremita
Espasmos de amor
Tropego
Grita
Entregue ao fulgor
Transborda
Inunda
Os lençóis revirados
Extasiada
Fecunda
O universo inteiro
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